Bienal Desmaterializando a obra de arte no fim do milĂȘnio Faço um quadro com molĂ©culas de hidrogĂȘnio Fios de pentelho de um velho armĂȘnio Cuspe de mosca, pĂŁo dormido, asa de barata torta Teu conceito parece, Ă primeira vista, Um barrococĂł figurativo neo-expressionista Com pitadas de arte nouveau pĂłs-surrealista Caucado da revalorização da natureza morta Minha mĂŁe certa vez disse-me um dia, Vendo minha obra exposta na galeria, "Meu filho, isso Ă© mais estranho que o cu da gia E muito mais feio que um hipopĂłtamo insone" Pra entender um trabalho tĂŁo moderno Ă preciso ler o segundo caderno, Calcular o produto bruto interno, Multiplicar pelo valor das contas de ĂĄgua, luz e telefone, Rodopiando na fĂșria do ciclone, Reinvento o cĂ©u e o inferno Minha mĂŁe nĂŁo entendeu o subtexto Da arte desmaterializada no presente contexto Reciclando o lixo lĂĄ do cesto Chego a um resultado estĂ©tico bacana Com a graça de Deus e Basquiat Nova York, me espere que eu vou jĂĄ Picharei com dendĂȘ de vatapĂĄ Uma psicodĂ©lica baiana Misturarei anĂĄguas de viĂșva Com tampinhas de pepsi e fanta uva Um penico com ĂĄgua da Ășltima chuva, Ampolas de injeção de penicilina Desmaterializando a matĂ©ria Com a arte pulsando na artĂ©ria Boto fogo no gelo da SibĂ©ria Faço atĂ© cair neve em Teresina Com o clarĂŁo do raio da silibrina Desintegro o poder da bactĂ©ria Com o clarĂŁo do raio da silibrina Desintegro o poder da bactĂ©ria
Compositor: Jose de Ribamar Coelho Santos (Zeca Baleiro) (UBC )Editor: Ponto de Bala (UBC )Administração: Universal Music Publishing Mgb Brasil Ltda (UBC )Publicado em 1999 (01/Jul) ECAD verificado obra #151440 e fonograma #36104 em 03/Abr/2024
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