Sou mar tão profundo e por mais que mergulhes Os mistérios não cessam por todos os lados; A cada braçada se vê tanta vida Por Mim envolvida e que em Mim subsiste.
Sou tão grande tesouro e por mais fundo caves Não se esgotarão as riquezas que trago Em meu ser escondidas, gigantes jazidas, Reservas imensas, insondáveis.
Te contentas com superfície, Com ouro de tolo, o refugo e o raso; Com pedras nas mãos não podes cavar, Com os pés na areia não podes mergulhar.
Sou céu infinito e por mais que te aventures Não há eternidade capaz de decifrar-me; Vem, pois, desfrutar-me,não percas mais tempo, Lança fora o refugo, tira os pés do chão.
Cedo venho, Apressa o Reino; Paga o preço, Rende-te, sou teu Deus.
Compositor: Silvestre Moyses Loyolla Kuhlmann (Silvestre Kuhlmann) (ABRAMUS)Editor: Manga Pitanga (UBC)Publicado em 2005 (21/Jul)ECAD verificado obra #29716478 e fonograma #887623 em 26/Mai/2024