Pedro Ortaça
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Ronco da Oito Baixos

Pedro Ortaça


Quando vejo a oito baixos nas munhecas de um gaiteiro
Numa vaneira manhosa, me sinto mais missioneiro
Lembrando dos velhos tempos, depois de tantos janeiros
Dos bailes da minha terra, com chão batido e candeeiro
Dos bailes da minha terra, com chão batido e candeeiro

Como era lindo de ver, surgir ao longe um clarão
E o fogo da estrela D'alva, lá por detrás dum capão
Anunciando novo dia, pra iluminar meu rincão
E conversava pachola, na cordiona de botão
E conversava pachola, na cordiona de botão

Mas os tempos já passaram, hoje está tudo mudado
Resta meu rancho tapera, numa coxilha escorado
Mas palanqueando a querência, num jeitão bem entonado
Ainda mais quando me chego pra cantar no seu costado
Ainda mais quando me chego pra cantar no seu costado

Tempo é igual à bananeira que morre e não dá mais cacho
Secando a vertente d'água, não se ouve cantar o riacho
Por isso junto ao meu rancho, de saudade me emborracho
E chego a escutar o ronco da cordiona de oito baixos
E chego a escutar o ronco da cordiona de oito baixos
Compositores: Altamir Valeron Moura Pimenta (Altamiro Pimentel) (SBACEM), Pedro Marques Ortaca (Pedro Ortaca) (SOCINPRO)Publicado em 2016 (13/Set) e lançado em 2002 (01/Mar)ECAD verificado obra #50338 e fonograma #12673615 em 28/Out/2024

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