Foi um bagual mala cara lombo sujo sentador Que corcoveou com o Hortencio, gaucho taita e cantor Depois do tombo, o silêncio num cerro do corredor.
La pucha, que tauriou a vida sem tempo, espaço ou noção Passou sis meses no povo, na bruma e na cerração Quando a si no mundo, o mundo era escuridão.
Masis tarde voltou a quercncia com a alma a florescer Rememorava solito o que não podia ver E ouvia um tacã a lo largo riscando o entardecer.
Assim deixou de cantar, gatou vida ano, após ano Até tocar um sinal espiritual e humano Na claridade intuitiva de guitarreiro pampeano.
E deu de mão na viguela tão épica e altaneira Até encontrar em si mesmo facho de luz missioneira Armando acordes pampeanos numa milonga campeira.
Cantado:
Escutava a pampa aberta entrenhada na guitarra Sentia o calor da vida longe num poto que esbarra E as palpitações da terra cantava numa chamarra.
Bebeu a pampa com os olhos Dom Hortencio Ibirucay Payadas,coplas e polcas remansos que vem e vai Pois seu canto corre livre como as águas do Uruguai.
Há tanta gente no mundo sã de lombo e de visão Que vê as coisas da vida com a mais estrita opnião Que se olharem para dentro é maior a escuridão
Compositores: Jose Joao Sampaio da Silva (Joao Sampaio) (ABRAMUS), Pedro Marques Ortaca (Pedro Ortaca) (SOCINPRO)Publicado em 2007 (20/Ago) e lançado em 2007 (10/Set)ECAD verificado obra #10094481 e fonograma #1256531 em 02/Abr/2024