Plantei fundas esperanças no meu canto Pois cantar é terra fértil pra quem ama A saudades são sementes não crescidas Na tua partida que em meu rosro se derrama
Estes meus versos andam tristes nos confins E a saudade traz silêncios de tapera Cevo meu mate nestas tardes de horas largas Que são amargas feito as noites de espera
Escuta minha prenda esta canção Que fiz só pra ti No universo nosso amor anda disperso Buscando rima spra estes versos que escrevi Teus olhos meigos no infinito Pra onde foste? Rasgam o céu na escuridão dizendo a mim Que tu me esperas pras etrnes primaveras De um novo mundo cheio de paz E amor sem fim
Em que outro mundo aquerenciou-se afinal Se o meu olhar encilha o flete que sai pra vê-la Será nas águas mais profundas de algum mar? Quem sabe o céu ganhou mais uma estrela
Ainda ergo aquele rancho que sonhamos Nas voltas fundas, no fundo de algum rincão Pra que a saudade tenha abrigo quando chegue Aonde o sonho se casou com a solidão
Compositor: Sabani Felipe Tassinari de Souza (Sabani Felipe de Souza) (ABRAMUS)Publicado em 1998 (01/Abr)ECAD verificado obra #1146067 e fonograma #30279 em 28/Out/2024