De vez em quando, quando boto a mão nos cobre, Não existe china pobre nem garçom de cara feia, Eu sou de longe donde chove não goteia Não tenho medo de potro nem macho que compadreia.
Boleio a perna e vou direto pro retoço, Quanto mais quente alvoroço Muito mais me sinto afoito. E o chinaredo que de muito me conhece Sabe que perigo desse meu facão na 28.
Remancheio no boteco ali nos trilhos Enquanto no bebedouro mato a sede do tordilho, Ouço o mugido e o barulho da cordeona E a velha porca rabona retoçando no salão, Quem nunca falta é um índio curto e grosso De apelido de pescoço da rabona o querendão.
Entro na sala no meio da confusão Entro meio atarantado que nem cusco em procissão Quase sempre chego assim meio com sede, Quebro o meu chapéu na testa De beijar santo em parede. E num relance se não vejo alguém de farda eu grito: - me serve um liso daquela que matou o guarda.
Guardo o trabuco empanturrado de bala meu facão, Chapéu e pala e com licença eu vou dançar, Neste fandango levo a guaica recheada Danço com a melhor china que não importo de pagar, O meu cavalo eu deixo atado num palanque E só não quero que ele manque Quando terminar a farra.
E a milicada sempre vem fora de hora, Mas eu saio porta a fora só quero ver quem me agarra. Desde piazito a polícia não espero Se estoura reboldoza me tapo de quero-quero, Desde piazito a polícia eu não espero Se estoura a reboldoza me tapo de quero-quero.
Entro na sala no meio da confusão Entro meio atarantado que nem cusco em procissão Quase sempre cego assim meio com sede, Quebro o meu chapéu na testa De beijar santo em parede. E num relance se não vejo alguém de farda eu grito: Me serve um liso daquela que matou o guarda.
Compositores: Francisco Alves (Chico Alves) (UBC), Kenelmo Amado Alves (Kenelmo Alves) (ABRAMUS)Publicado em 2003 (21/Out) e lançado em 2003 (21/Nov)ECAD verificado obra #10417 e fonograma #682098 em 28/Out/2024