Lá na campanha minha luz é o candieiro Mecha de lã de baixeiro com sebo seco de rês O meu sustento levo na ponta do "lápi" Só compro de um tal mascate que vem lá de quando em vez Tenho um relógio que dorme no oitão da casa Me acorda batendo asa e eu salto fora do catre Atiço as brasas e já chamusco uma costela Depois tiro o sal da goela numa cambona de mate
Tomo meu banho a bola pé no açude Pois chuveiro de índio rude é tapado de água-pé De vez em quando pra poder dar uma braçada Tenho que abrir picada no meio dos jacarés
Nas noites quentes quando o sono vai-se embora Eu tiro o catre pra fora e me tapo com o infinito Ventilador de campanha é pampa aberta E uma mão que fica alerta manuseando algum mosquito Quando eu me for me enterrem na paz do campo Pra eu olhar os pirilampos encher a pampa de luz Não façam cerca, pro gado me pisar em cima E o meu mouro coçar a crina se esfregando na minha cruz
by. kathiussia
Compositores: Edson Becker Dutra (Edson Dutra) (ABRAMUS), Jose Joao Sampaio da Silva (Joao Sampaio) (ABRAMUS), Odenir dos Santos (ABRAMUS)Publicado em 2008 (11/Abr) e lançado em 2008 (05/Mai)ECAD verificado obra #2694559 e fonograma #1361591 em 28/Out/2024