Quando eu saio a cavalo montado no meu baio cortando as coxilhas eu não acho atrapalho com a gaita na garupa pois eu a sempre tenho vou dizendo quando saio só não sei é quando venho.
Atravesso as canhadas só na marcha troteada e numa boa sombra eu faço a sesteada eu abro a minha gaita e dou uma tocada de coxilha em coxilha só se ouve a toada.
E quando é de tardinha que o sol já vai entrando na casa do fazendeiro eu vou me aproximando com licença moçada de longe eu vou gritando é o cancioneiro das coxilhas que aqui já vai chegando.
E quando os galos cantam no romper da madrugada lidando na mangueira junto com a peonada tomando um bom amargo no baio eu jogo a encilha e alegre se despede o cancioneiro das coxilhas.
Compositores: Adelar Bertussi Siqueira (Adelar Bertussi) (ABRAMUS), Honeyde Bertussi Siqueira (Honeyde Bertussi) (ABRAMUS)Editor: Irmaos Vitale (SOCINPRO)Publicado em 1999 (01/Mai)ECAD verificado obra #1057627 e fonograma #38340 em 28/Out/2024