Os Serranos
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Cor Das Auroras

Os Serranos


Ao romper da madrugada, encilho o pingo com jeito
Enquanto o galo abre o peito meu cusco perde o sossego
Risco a frente do galpão, retalhando com as choronas
E o orvalho se emociona e chora um pranto nos pelegos

(Rincão curtido no tempo, querência cor das auroras
Desperta o Rio Grande inteiro no tilintar das esporas
Desperta o Rio Grande inteiro no tilintar das esporas)

Estampa rude de taura, pilchado da bota ao pala
Que até o chinedo se cala, pra um olhar de reverência
Não há quem não note o pingo, que pisa macio no pasto
Ringindo o couro do basto no corredor da querência

O Recital da cordeona debaixo de um arvoredo
Confessa todo o segredo da inspiração do gaiteiro
Chinocas de olhar matrero parecem queimar a gente
Com miradas tão ardentes como o fogo de um braseiro
Compositores: Valter Antonio de Souza (UBC), Volmir Correa Dutra (Volmir Dutra) (UBC)Editor: Acit (ABRAMUS)Publicado em 1998 (01/Abr)ECAD verificado obra #2360087 e fonograma #30278 em 28/Out/2024

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