Brian May decidiu que o Queen não volta mais à estrada. Em entrevista ao jornal The Times, resgatada pela revista Far Out Magazine, o guitarrista disse sentir que "50 anos são suficientes" de apresentações ao lado da banda. A escolha foi tomada em conjunto com Roger Taylor há cerca de 18 meses.

A última vez que o grupo subiu ao palco com esse nome foi em 2022, no tributo a Taylor Hawkins. Depois disso, May seguiu em turnê ao lado de Adam Lambert na The Rhapsody Tour, cujo show final aconteceu no Japão, em fevereiro de 2024. Desde então, ele e Taylor voltaram a se dedicar a projetos solo.

O que pesou de vez na decisão foi uma perda pessoal. May relatou que um amigo próximo da família morreu enquanto ele estava em turnê nos Estados Unidos. Ele tentou voltar para casa por alguns dias, mas foi avisado pela empresária de turnê de que seria impossível.

"Adoro tocar, adoro viajar, mas o preço a pagar é sacrificar a liberdade", explicou o músico. A experiência o fez concluir que não conseguiria mais sustentar o ritmo das estradas.

Agora, May afirma querer dedicar o tempo à esposa, a atriz Anita Dobson, aos netos e aos muitos interesses que mantém na astrofísica.

O guitarrista também chegou a estudar um espetáculo com hologramas do Queen, nos moldes do celebrado ABBA Voyage, em Londres. "Passei muito tempo planejando o que eu achava que poderia ser um show do Queen", revelou.

A ideia, porém, foi engavetada. O motivo foi a dependência excessiva de inteligência artificial para colocar o projeto de pé. "Não dá para fazer isso sem usar muita inteligência artificial, com todas as consequências que isso acarreta", justificou.

Mesmo sem novas turnês, hinos como "Bohemian Rhapsody" e "The Show Must Go On" seguem entre os mais ouvidos da banda e mantêm viva a chama de cinco décadas de história.