A música de concerto brasileira perdeu um de seus principais regentes. Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado (3), aos 72 anos, em São Paulo. A morte foi confirmada pelo Theatro Municipal de São Paulo e pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, no Paraná, e as causas não foram informadas.
Paulistano, o maestro acumulou mais de quatro décadas de trajetória à frente de grandes orquestras do país e se firmou como referência tanto na regência quanto na formação de novos músicos. Desde 2022, ocupava os cargos de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).
Trajetória
O contato com a música começou cedo: aos 8 anos, pelo piano, com estudos ao lado de nomes como Dinorah de Carvalho, Antonio Bezzan e Gilberto Tinetti. Ao longo da carreira, regeu conjuntos como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Osesp, além da própria OSP.
Um capítulo marcante foi o Instituto Baccarelli, em Heliópolis, cuja direção artística assumiu em 2005. À frente da Orquestra Sinfônica Heliópolis, ajudou a ampliar e consolidar o projeto e participou da formação de centenas de jovens instrumentistas.
Formando novas gerações
Em nota, o Theatro Municipal classificou Tibiriçá como "um dos nomes fundamentais da música de concerto no Brasil". "Seu legado permanece na música brasileira, nas orquestras que regeu e, sobretudo, nas gerações de músicos que tiveram suas trajetórias marcadas por seu trabalho e dedicação à formação musical", diz o comunicado.
Diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro afirmou nas redes sociais que "a música brasileira está de luto". "Perdemos um grande maestro, mas seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música", escreveu.
Mesmo debilitado por uma doença nos últimos meses, o regente seguiu em atividade. Sua despedida dos palcos aconteceu em 16 de julho, em Londrina, à frente da OSP, dentro do projeto Guaíra para Todos. Entre os concertos recentes mais celebrados esteve a Sinfonia nº 2, "Ressurreição", de Gustav Mahler, apresentada nos 40 anos da OSP, em 2025, com mais de 200 músicos e coralistas no palco do Guairão.
Velório
O velório será no Theatro Municipal de São Paulo, com acesso aberto ao público. Neste sábado (3), a cerimônia ocorre das 18h às 22h, no Salão Nobre; no domingo (4), segue das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O sepultamento está marcado para as 13h de domingo, no Cemitério São Paulo.
Paulistano, o maestro acumulou mais de quatro décadas de trajetória à frente de grandes orquestras do país e se firmou como referência tanto na regência quanto na formação de novos músicos. Desde 2022, ocupava os cargos de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).
Trajetória
O contato com a música começou cedo: aos 8 anos, pelo piano, com estudos ao lado de nomes como Dinorah de Carvalho, Antonio Bezzan e Gilberto Tinetti. Ao longo da carreira, regeu conjuntos como a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Petrobras Sinfônica, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Osesp, além da própria OSP.
Um capítulo marcante foi o Instituto Baccarelli, em Heliópolis, cuja direção artística assumiu em 2005. À frente da Orquestra Sinfônica Heliópolis, ajudou a ampliar e consolidar o projeto e participou da formação de centenas de jovens instrumentistas.
Formando novas gerações
Em nota, o Theatro Municipal classificou Tibiriçá como "um dos nomes fundamentais da música de concerto no Brasil". "Seu legado permanece na música brasileira, nas orquestras que regeu e, sobretudo, nas gerações de músicos que tiveram suas trajetórias marcadas por seu trabalho e dedicação à formação musical", diz o comunicado.
Diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro afirmou nas redes sociais que "a música brasileira está de luto". "Perdemos um grande maestro, mas seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música", escreveu.
Mesmo debilitado por uma doença nos últimos meses, o regente seguiu em atividade. Sua despedida dos palcos aconteceu em 16 de julho, em Londrina, à frente da OSP, dentro do projeto Guaíra para Todos. Entre os concertos recentes mais celebrados esteve a Sinfonia nº 2, "Ressurreição", de Gustav Mahler, apresentada nos 40 anos da OSP, em 2025, com mais de 200 músicos e coralistas no palco do Guairão.
Velório
O velório será no Theatro Municipal de São Paulo, com acesso aberto ao público. Neste sábado (3), a cerimônia ocorre das 18h às 22h, no Salão Nobre; no domingo (4), segue das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O sepultamento está marcado para as 13h de domingo, no Cemitério São Paulo.


