A música country perdeu uma de suas maiores vozes. Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A confirmação veio da própria família, em um vídeo publicado nas redes sociais da artista.

O anúncio foi feito por Bryan Seaver, sobrinho e chefe de segurança da cantora. "Esse anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu há anos, antes que eu tivesse absorvido totalmente como uma realidade no futuro", declarou.

Seaver deixou ainda uma mensagem de conforto aos fãs. "A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, com certeza, ao lado de Carl, seus pais e incontáveis outros que a assistiram e que queriam encontrá-la nos céus."

Problemas de saúde

Dolly enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido, Carl Dean, com quem foi casada por quase seis décadas e que faleceu em março de 2025. Em entrevista à revista "People", publicada no último dia 21, ela admitiu ter deixado a própria saúde de lado enquanto cuidava do companheiro, mas garantiu que seguia ativa. "Mas ainda estou trabalhando", disse.

Carreira

Nascida no Tennessee, Dolly construiu uma trajetória de mais de seis décadas e se tornou um dos maiores símbolos da música country, com uma obra que atravessou gerações e influenciou artistas de diferentes estilos.

Entre suas composições mais marcantes está "Jolene", regravada por inúmeros nomes ao longo dos anos e considerada um dos clássicos absolutos do gênero.



Outro marco de sua carreira é "I Will Always Love You", canção que ganhou o mundo também na interpretação de Whitney Houston para o filme "O Guarda-Costas".



A faixa "9 To 5", tema do filme homônimo de 1980, rendeu à artista indicações ao Oscar e ao Grammy e virou um hino sobre o mundo do trabalho.



Em "Coat Of Many Colors", a cantora revisitou a infância pobre nas montanhas do Tennessee, em uma das letras mais pessoais de sua obra.



Já "Islands In The Stream", parceria com Kenny Rogers, tornou-se um dos duetos mais celebrados da história da música popular.