Crescer ouvindo que cada aplauso vinha do sobrenome, e não do próprio suor, foi um peso que Pedro Mariano carregou por boa parte da vida. Filho de Elis Regina, o cantor fez um desabafo raro sobre a herança em entrevista ao Imprevista, podcast da TMC (Transamerica Media Company), apresentado por Joana Treptow.
(Foto: Reprodução Instagram)
"Eu nunca tive mérito pelo meu talento. Eu nunca tive mérito pelo meu dom. Eu nunca tive mérito pelas minhas coisas que eu fui atrás, que eu descobri. Eu sempre tive tudo porque eu sou filho do meu pai e da minha mãe", afirmou.
Dono de uma carreira sólida na MPB e de quatro indicações ao Grammy Latino, Pedro tinha apenas 6 anos quando Elis morreu, em 1982, aos 36. Além da mãe, o cantor herdou a musicalidade do pai, o pianista e arranjador César Camargo Mariano, um dos nomes mais respeitados da música instrumental brasileira.
A sombra do sobrenome pesou tanto que, no início da trajetória, ele tentou se distanciar artisticamente do pai para provar o próprio valor. A ideia acabou abandonada no segundo disco, que tem participação de César Camargo Mariano, o mesmo músico que teve Maria Rita com Elis.
O tema da mãe é recorrente entre os filhos de Elis. Recentemente, a irmã de Pedro contou como descobriu a causa da morte da cantora, em depoimento que mostramos quando Maria Rita revelou o "assunto proibido" da família.
Apesar do peso, Pedro seguiu firme na própria voz e construiu um repertório reconhecido, marcado por interpretações intimistas. A obra da mãe, com clássicos como "O Bêbado e a Equilibrista", segue como referência inevitável para quem ouve o trabalho dele.
Na mesma conversa, o cantor falou sobre como a paternidade o transformou. Ele contou que ser pai de Rafaela lhe ensinou lições que a fama nunca deu. "Aprendi que eu não sou a coisa mais importante do mundo", disse.
O afeto pela filha ganhou forma na pele: Pedro tatuou no corpo o refrão da música que compôs para ela, com a frase "meu tempo é ela". A faixa, "Meu Tempo é Ela", virou uma das declarações mais pessoais da sua discografia.
(Foto: Reprodução Instagram)
"Eu nunca tive mérito pelo meu talento. Eu nunca tive mérito pelo meu dom. Eu nunca tive mérito pelas minhas coisas que eu fui atrás, que eu descobri. Eu sempre tive tudo porque eu sou filho do meu pai e da minha mãe", afirmou.
Dono de uma carreira sólida na MPB e de quatro indicações ao Grammy Latino, Pedro tinha apenas 6 anos quando Elis morreu, em 1982, aos 36. Além da mãe, o cantor herdou a musicalidade do pai, o pianista e arranjador César Camargo Mariano, um dos nomes mais respeitados da música instrumental brasileira.
A sombra do sobrenome pesou tanto que, no início da trajetória, ele tentou se distanciar artisticamente do pai para provar o próprio valor. A ideia acabou abandonada no segundo disco, que tem participação de César Camargo Mariano, o mesmo músico que teve Maria Rita com Elis.
O tema da mãe é recorrente entre os filhos de Elis. Recentemente, a irmã de Pedro contou como descobriu a causa da morte da cantora, em depoimento que mostramos quando Maria Rita revelou o "assunto proibido" da família.
Apesar do peso, Pedro seguiu firme na própria voz e construiu um repertório reconhecido, marcado por interpretações intimistas. A obra da mãe, com clássicos como "O Bêbado e a Equilibrista", segue como referência inevitável para quem ouve o trabalho dele.
Na mesma conversa, o cantor falou sobre como a paternidade o transformou. Ele contou que ser pai de Rafaela lhe ensinou lições que a fama nunca deu. "Aprendi que eu não sou a coisa mais importante do mundo", disse.
O afeto pela filha ganhou forma na pele: Pedro tatuou no corpo o refrão da música que compôs para ela, com a frase "meu tempo é ela". A faixa, "Meu Tempo é Ela", virou uma das declarações mais pessoais da sua discografia.








