O produtor britânico William Orbit, responsável por moldar o som de um dos discos mais celebrados de Madonna, morreu aos 69 anos. A família confirmou a informação nesta sexta-feira (7), em comunicado publicado no Instagram oficial do músico.
Segundo o texto assinado pelos familiares, Orbit faleceu em 23 de julho. A causa da morte não foi revelada. "Sentiremos imensamente a sua falta, assim como tantas pessoas cujas vidas ele tocou com sua música, amizade e bondade", diz a nota.
A obra-prima com Madonna
Nascido William Mark Wainwright em Londres, em 1956, ele desenvolveu um estilo próprio ao cruzar trip-hop, eletrônica e texturas ambientes. Esse repertório sonoro encontrou o ápice em "Ray Of Light", faixa-título do álbum de 1998 que reposicionou a carreira da cantora.
O disco rendeu a Madonna três dos cinco Grammys a que concorreu em 1999, entre eles o de "Melhor Álbum Pop", e é apontado com frequência como o melhor trabalho de estúdio dela. Sobre as gravações, a artista resumiu o parceiro em poucas palavras.
"William é um gênio completamente louco", disse Madonna ao The Guardian. "Eu chegava com uma ideia de onde queria ir musicalmente, cantarolava melodias ou lia letras e, então, o deixava sozinho no laboratório."
A dupla seguiu unida em faixas do álbum "Music" (2000) e nos singles "Beautiful Stranger" e "American Pie", além do disco MDNA (2012).
Antes disso, Orbit já havia remixado clássicos como "Justify My Love" e "Erotica".
Da eletrônica ao Blur
A parceria com Madonna ampliou seu alcance, mas o produtor já tinha uma trajetória sólida. Nos anos 1980, fundou o trio eletrônico Torch Song e montou o Guerilla Studios, por onde passaram nomes como Cocteau Twins, Gary Numan e Sting.
Em 1999, Orbit assinou a produção de "13", álbum do Blur que Damon Albarn comparou ao trabalho de um "psiquiatra", numa referência ao tom intimista do disco, marcado pelo fim do relacionamento do vocalista com a musicista Justine Frischmann.
O resultado é lembrado por parte dos fãs como um dos pontos mais altos da banda, com destaque para "Tender".
A lista de colaborações ainda inclui os números 1 britânicos "Pure Shores" e "Black Coffee", com o grupo All Saints, além de trabalhos ao lado de U2, Pink, Robbie Williams, Britney Spears e Katie Melua.
O sucessor que não veio
Meses antes de morrer, em março de 2026, Orbit contou nas redes sociais que havia tentado retomar contato com Madonna para um novo projeto, sem obter resposta. "Tenho um álbum pronto que, na minha opinião, é de fato o sucessor de "Ray of Light". E entrei em contato. E não ouvi nada", escreveu.
Seu disco mais recente, "The Painter", chegou em 2022. Ao longo da vida, o produtor falou com franqueza sobre o período de uso pesado de drogas e sobre um surto que o levou a ser internado, do qual se recuperou.
Segundo o texto assinado pelos familiares, Orbit faleceu em 23 de julho. A causa da morte não foi revelada. "Sentiremos imensamente a sua falta, assim como tantas pessoas cujas vidas ele tocou com sua música, amizade e bondade", diz a nota.
A obra-prima com Madonna
Nascido William Mark Wainwright em Londres, em 1956, ele desenvolveu um estilo próprio ao cruzar trip-hop, eletrônica e texturas ambientes. Esse repertório sonoro encontrou o ápice em "Ray Of Light", faixa-título do álbum de 1998 que reposicionou a carreira da cantora.
O disco rendeu a Madonna três dos cinco Grammys a que concorreu em 1999, entre eles o de "Melhor Álbum Pop", e é apontado com frequência como o melhor trabalho de estúdio dela. Sobre as gravações, a artista resumiu o parceiro em poucas palavras.
"William é um gênio completamente louco", disse Madonna ao The Guardian. "Eu chegava com uma ideia de onde queria ir musicalmente, cantarolava melodias ou lia letras e, então, o deixava sozinho no laboratório."
A dupla seguiu unida em faixas do álbum "Music" (2000) e nos singles "Beautiful Stranger" e "American Pie", além do disco MDNA (2012).
Antes disso, Orbit já havia remixado clássicos como "Justify My Love" e "Erotica".
Da eletrônica ao Blur
A parceria com Madonna ampliou seu alcance, mas o produtor já tinha uma trajetória sólida. Nos anos 1980, fundou o trio eletrônico Torch Song e montou o Guerilla Studios, por onde passaram nomes como Cocteau Twins, Gary Numan e Sting.
Em 1999, Orbit assinou a produção de "13", álbum do Blur que Damon Albarn comparou ao trabalho de um "psiquiatra", numa referência ao tom intimista do disco, marcado pelo fim do relacionamento do vocalista com a musicista Justine Frischmann.
O resultado é lembrado por parte dos fãs como um dos pontos mais altos da banda, com destaque para "Tender".
A lista de colaborações ainda inclui os números 1 britânicos "Pure Shores" e "Black Coffee", com o grupo All Saints, além de trabalhos ao lado de U2, Pink, Robbie Williams, Britney Spears e Katie Melua.
O sucessor que não veio
Meses antes de morrer, em março de 2026, Orbit contou nas redes sociais que havia tentado retomar contato com Madonna para um novo projeto, sem obter resposta. "Tenho um álbum pronto que, na minha opinião, é de fato o sucessor de "Ray of Light". E entrei em contato. E não ouvi nada", escreveu.
Seu disco mais recente, "The Painter", chegou em 2022. Ao longo da vida, o produtor falou com franqueza sobre o período de uso pesado de drogas e sobre um surto que o levou a ser internado, do qual se recuperou.








