O pai de Amy Winehouse, Mitch Winehouse, foi condenado pela Justiça de Londres a pagar cerca de US$ 2,7 milhões a duas amigas da cantora, morta em 2011. Ele havia acusado as duas de leiloar objetos pessoais de Amy sem o seu consentimento.
(Foto: Fred Duval/Getty Images)

Mitch, de 75 anos, alegava que Naomi Parry e Catriona Gourlay, amigas próximas de Amy, venderam diversos pertences da artista em leilões nos Estados Unidos entre 2021 e 2023 sem o avisar, segundo informações da BBC, Sky News e The Telegraph.

Um juiz de Londres rejeitou as acusações em abril, e a nova sentença definitiva, proferida na quarta-feira (29), manteve a decisão. Mitch terá que quitar os valores em até duas semanas.

Segundo a corte, ele estava ciente do leilão o tempo todo e chegou a se comunicar diretamente com Darren Julien, responsável pela Julien's Auctions, casa que conduziu a venda de 2021 que ele afirmava ter sido "deliberadamente ocultada".

"O reclamante escolheu apresentar uma acusação inerentemente fraca, persegui-la de forma agressiva e implacável até o fim e fazer alegações graves e infundadas contra as rés, que prejudicaram significativamente sua reputação, carreira, segurança financeira e saúde", afirmou o juiz Clarke.

O magistrado também destacou que Mitch "deliberadamente transformou o caso em um litígio grande e caro, em circunstâncias calculadas para exercer pressão comercial sobre as rés e forçá-las a um acordo em seus termos".

Pela decisão, ele deve pagar 569.330 libras (cerca de US$ 760 mil) a Naomi Parry e 394.521 libras (cerca de US$ 527 mil) a Catriona Gourlay, em parcelas. As duas também serão ressarcidas dos altos custos judiciais do processo.

Dona de uma voz marcante e de uma releitura singular dos grupos vocais femininos dos anos 1960, Amy alcançou fama mundial no início dos anos 2000 com o álbum "Back to Black" e faixas como "Rehab" e "Back To Black".





A trajetória da artista britânica foi interrompida em 2011, quando ela morreu de forma repentina, aos 27 anos, em decorrência de intoxicação alcoólica acidental.

Em 2023, Mitch falou à revista People sobre a filha: "Sempre quisemos que o mundo conhecesse a verdadeira Amy, de onde ela veio e o que a movia. Ela era uma amiga leal e generosa. Ajudaria qualquer um."