Preta Gil idealizou o próprio documentário antes de morrer. O filme "Preta - Eu Não Ando Só" nasceu de um pedido da cantora, que quis registrar de forma íntima e espontânea a fase mais delicada da vida e transformou a câmera do celular em uma espécie de diário afetivo.
(Foto: Divulgação / TV Globo)

A estreia acontece na próxima segunda-feira, 20 de julho, exatamente um ano após a morte da artista, vítima de um câncer no intestino. O longa vai ao ar na TV Globo dentro da sessão "Tela Quente", logo após a novela "Quem Ama Cuida", e também fica disponível no Globoplay.

O documentário integra a programação especial "Quanto Mais Preta, Melhor". Na mesma data, o Globoplay lança ainda a série documental "Meu Nome é Preta", dividida em quatro episódios que ampliam o retrato da cantora.

Construído a partir de imagens inéditas, muitas gravadas pela própria Preta no celular, o filme acompanha o período iniciado em janeiro de 2023, quando ela recebeu o diagnóstico. Sem entrevistas tradicionais, a narrativa entrelaça o tratamento a momentos marcantes da vida pessoal e artística.

A produção reúne depoimentos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Ana Carolina, Francisco Gil, Carolina Dieckmann, Regina Casé e Gominho, entre outros nomes da rede de apoio que acompanhou a artista até os últimos dias.

Segundo a diretora artística Mônica Almeida, o projeto partiu de um desejo claro da cantora. "Ela queria um filme íntimo, filmado pelos amigos, queria se filmar, queria que fosse verdadeiro, original como ela. O filme foi mudando ao longo do tempo, conforme o caminho da Preta também mudava", explicou.

Para a diretora Sandra Kogut, mergulhar no material foi um aprendizado profundo. "Apesar da doença, tudo na Preta era sobre a vida, a pulsão gigante da vida. É um filme que abraça a alegria, a gargalhada, a vontade de viver, mas também as dores e as lágrimas", afirmou.

Produzido pelos Estúdios Globo, "Preta - Eu Não Ando Só" tem direção de Sandra Kogut, direção artística de Mônica Almeida e criação ao lado de Alice Lutz. O roteiro é assinado por Sandra Kogut e Renato Terra, dentro do Núcleo de Documentários de Pedro Bial.