Mc Poze do Rodo foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro por injúria após chamar uma seguidora de "bolo fofo" em uma publicação no X, antigo Twitter, feita em abril de 2024.
A decisão, assinada pela juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, da 20ª Vara Criminal da Capital, foi divulgada nesta quinta-feira (9 de julho).
O funkeiro recebeu pena de três meses de detenção, substituída por prestação de serviços à comunidade — por ser réu primário — e poderá recorrer em liberdade.
Histórico do caso
De acordo com o processo, a vítima estava no trabalho quando foi informada por colegas de que havia sido exposta pelo artista. Após a publicação, ela passou a receber uma série de ataques nas redes sociais com ofensas relacionadas à sua aparência física.
"A querelante ficou sem saber o que fazer com tantas ofensas que estava recebendo, ficou com vergonha de retornar para casa e de alguma forma ser reconhecida na rua e ser ofendida também. No dia seguinte ficou com medo de voltar ao trabalho e ficarem rindo e zombando do seu porte físico", destacou a sentença.
O que disse a defesa do cantor?
A defesa sustentou que a expressão foi usada em tom de brincadeira, como resposta a comentários feitos pela seguidora sobre a família do cantor, e contestou a validade das capturas de tela como prova.
Decisão da juíza
A magistrada, no entanto, rejeitou os argumentos. Na decisão, ela citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que prints de conteúdos públicos podem ser utilizados como prova quando não há indícios de manipulação.
"Fica claro que o querelado usou a expressão 'bolo fofo', que ataca diretamente o peso da vítima, usando uma ação verbal direcionada à vítima com dolo direto de injuriar", escreveu a juíza.
A sentença também afastou a tese de que o comentário anterior da seguidora sobre a família do funkeiro teria carga ofensiva suficiente para justificar a resposta.
A decisão ainda destacou que, por ser uma figura pública com milhões de seguidores, Poze ampliou consideravelmente o alcance da ofensa e mobilizou ataques contra a vítima.
Poze vai recorrer
Em nota, a defesa informou que recorrerá e contestou a confiabilidade das provas: "A sentença de primeira instância ignorou que não há provas nos autos além de um suposto print. Outros recortes juntados pela querelante mostram que uma série de perfis da rede social de fato a xingam, mas curiosamente, ela escolheu apenas nosso cliente, uma pessoa famosa, para processar".
Outros casos na justiça
Não é a primeira vez que Mc Poze do Rodo se envolve em episódios de repercussão jurídica. Em abril deste ano, ele e MC Ryan SP foram presos em operação da PF por suspeita de lavagem de dinheiro. Ao todo, o funkeiro já foi detido pelo menos três vezes.
A decisão, assinada pela juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, da 20ª Vara Criminal da Capital, foi divulgada nesta quinta-feira (9 de julho).
O funkeiro recebeu pena de três meses de detenção, substituída por prestação de serviços à comunidade — por ser réu primário — e poderá recorrer em liberdade.
Histórico do caso
De acordo com o processo, a vítima estava no trabalho quando foi informada por colegas de que havia sido exposta pelo artista. Após a publicação, ela passou a receber uma série de ataques nas redes sociais com ofensas relacionadas à sua aparência física.
"A querelante ficou sem saber o que fazer com tantas ofensas que estava recebendo, ficou com vergonha de retornar para casa e de alguma forma ser reconhecida na rua e ser ofendida também. No dia seguinte ficou com medo de voltar ao trabalho e ficarem rindo e zombando do seu porte físico", destacou a sentença.
O que disse a defesa do cantor?
A defesa sustentou que a expressão foi usada em tom de brincadeira, como resposta a comentários feitos pela seguidora sobre a família do cantor, e contestou a validade das capturas de tela como prova.
Decisão da juíza
A magistrada, no entanto, rejeitou os argumentos. Na decisão, ela citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que prints de conteúdos públicos podem ser utilizados como prova quando não há indícios de manipulação.
"Fica claro que o querelado usou a expressão 'bolo fofo', que ataca diretamente o peso da vítima, usando uma ação verbal direcionada à vítima com dolo direto de injuriar", escreveu a juíza.
A sentença também afastou a tese de que o comentário anterior da seguidora sobre a família do funkeiro teria carga ofensiva suficiente para justificar a resposta.
A decisão ainda destacou que, por ser uma figura pública com milhões de seguidores, Poze ampliou consideravelmente o alcance da ofensa e mobilizou ataques contra a vítima.
Poze vai recorrer
Em nota, a defesa informou que recorrerá e contestou a confiabilidade das provas: "A sentença de primeira instância ignorou que não há provas nos autos além de um suposto print. Outros recortes juntados pela querelante mostram que uma série de perfis da rede social de fato a xingam, mas curiosamente, ela escolheu apenas nosso cliente, uma pessoa famosa, para processar".
Outros casos na justiça
Não é a primeira vez que Mc Poze do Rodo se envolve em episódios de repercussão jurídica. Em abril deste ano, ele e MC Ryan SP foram presos em operação da PF por suspeita de lavagem de dinheiro. Ao todo, o funkeiro já foi detido pelo menos três vezes.








