Os três shows do BTS no Chile, marcados para 14, 16 e 17 de outubro de 2026, entraram em compasso de espera. O Instituto Nacional do Deporte (IND) confirmou que não vai autorizar o uso do Estádio Nacional, o Coliseo Central, para as apresentações do grupo coreano na capital Santiago.
(Foto: BIGHIT MUSIC)

Segundo o comunicado enviado pelo órgão à imprensa chilena, a decisão veio após uma avaliação técnica e operacional. "Resolveu-se não autorizar a utilização do Coliseo Central para a realização do concerto do grupo BTS nas datas solicitadas de outubro de 2026", diz o texto oficial.

O IND explicou que o motivo é o estado atual do gramado e o impacto de uma montagem de palco no formato 360°, descrito como o maior nível de exigência possível para uma superfície de grama natural híbrida como a do estádio.

O órgão afirma que, após intervenções de grande escala, o campo está em ótimas condições para o futebol profissional e internacional. Pesam ainda compromissos já firmados, como uma partida oficial da seleção chilena e a Teletón 2026, cujos prazos de recuperação do gramado poderiam ser comprometidos.

Como alternativa, o IND ofereceu à produção o setor da Explanada Sur, também chamado de Parque Sur, para viabilizar o espectáculo. A produtora local avalia agora os cenários possíveis, e a imprensa argentina chegou a especular uma eventual mudança das datas para La Plata.

O impasse não é novo. Como noticiamos quando o show do BTS em São Paulo foi confirmado para exibição nos cinemas, a passagem do grupo pela América do Sul mobiliza multidões, e no Chile os ingressos esgotaram em abril, poucos dias após a abertura das vendas.

Já em março, o calendário do Estádio Nacional apontava conflitos: as datas do BTS coincidiam com o festival Muda, dedicado aos direitos humanos, previsto para 16 e 17 de outubro. Antes disso, o Sernac (órgão de defesa do consumidor) chegou a oficiar a produtora DG Medios após cerca de 700 reclamações registradas durante a pré-venda.

O momento é de força total para o grupo, que recentemente superou os Rolling Stones e cravou a maior bilheteria mensal de um grupo na história. Agora, o ARMY chileno aguarda uma definição sobre onde e se as apresentações vão acontecer.