A cantora Anitta utilizou os Stories do Instagram, nesta quinta-feira (25), para se manifestar publicamente sobre a condenação judicial do relações públicas Rodrigo Branco (foto: Reprodução / Instagram - @brancorodrigo), ex-parceiro profissional da artista.

O empresário, conhecido por sua proximidade com diversas celebridades brasileiras, foi condenado ao pagamento de R$ 40 mil em danos morais — acrescidos de juros e correção monetária — à médica e ex-BBB Thelma Assis, após proferir ataques racistas contra ela durante uma live nas redes sociais em 2020.

Em nota publicada nos Stories, a cantora não deixou margem para ambiguidades: "Racismo é CRIME. Quem comete é RACISTA, e deve lidar com as consequências de seus atos assim como Rodrigo Branco e tantas outras pessoas famosas, influentes e anônimas que cometeram ou cometem esse crime. Tem lei, pena e justiça. Ponto final. Não tem discussão."

A artista também foi enfática ao deixar claro que vínculos pessoais não se sobrepõem a condutas criminosas: "Nunca passei nem passarei pano para um amigo que comete um crime. Não tem opinião de X ou Y. As relações pessoais e de amizade entre mim e qualquer pessoa JAMAIS vão se sobressair a um ato tão vergonhoso, nojento e criminoso."

Por fim, Anitta abordou a percepção de omissão que eventualmente lhe é atribuída em razão de menor atividade nas redes sociais: "O fato de eu não ser mais tão ativa nas redes sociais quanto eu era antes não significa JAMAIS que eu esteja apoiando alguém diante de uma coisa tão indiscutível. Nunca me esquivei de me posicionar sobre as coisas, nunca tive posicionamento seletivo e não seria dessa vez."

O caso

O episódio que originou o processo judicial ocorreu em meados de 2020, durante uma live no Instagram promovida pela influenciadora Ju de Paulla. Na ocasião, Rodrigo Branco afirmou que "torcer pela Thelma no BBB 20 era racismo" e que o público a apoiava apenas por ela ser "uma negra coitada". Após seis anos de tramitação judicial, a sentença condenatória foi proferida na semana passada.

A condenação gerou um desdobramento inesperado: as apresentadoras Astrid Fontenelle e Adriane Galisteu foram criticadas nas redes sociais por terem publicado comentários interpretados como manifestações de apoio ao empresário.

Astrid Fontenelle acabou deletando sua publicação após uma conversa com o filho, Gabriel, de 18 anos. Em seguida, reconheceu publicamente o equívoco: "Errei no seguinte aspecto: eu falei: 'errou, mas cometeu um crime'. Aprendi hoje um pouco melhor o tamanho e a dimensão que é o pacto da branquitude."

Não é a primeira vez que Anitta assume posição pública contra o racismo. Em 2020, a artista já havia se manifestado contra ataques racistas de fãs direcionados a Ludmilla, episódio que também gerou ampla repercussão — relembrado em nossa cobertura da época.