A cinebiografia "Michael" percorre os anos mais formativos do Rei do Pop — da infância com os Jackson 5 até o lançamento do álbum "Bad", em 1987.
Mas 18 anos de música não cabem numa tela de cinema. Para quem saiu da sessão querendo ouvir mais, aqui estão dez faixas essenciais que revelam o que ficou fora do roteiro — em ordem cronológica, do início ao fim da fase retratada no filme que bateu todos os recordes de bilheteria do gênero.
1. "Mama's Pearl" — Jackson 5 (1971)
Lançada em janeiro de 1971, "Mama's Pearl" chegou ao número 2 nas paradas americanas — e quase ninguém se lembra. Enquanto as baladas dos Jackson 5 dominavam as conversas, esta faixa mostrava um lado funk e irrequieto do grupo que raramente entrava nos holofotes. Composta pelo coletivo interno da Motown conhecido como The Corporation, ela guarda um groove pesado que antecipa a dança que viria anos depois.
2. "Got To Be There" (1971)
Enquanto ainda era a voz principal dos Jackson 5, Michael assinou seu primeiro single solo em outubro de 1971 — com apenas 13 anos. "Got To Be There" é a prova de que a Motown já enxergava nele um artista independente antes mesmo de a pergunta ser feita publicamente. A ternura romântica da canção era totalmente diferente da energia do grupo e lançou as bases para tudo o que viria depois.
3. "Dancing Machine" — Jackson 5 (1974)
Antes do moonwalk, havia o robot. "Dancing Machine" foi a faixa que levou Michael a apresentar a dança mecanizada ao público pela primeira vez, no programa Soul Train. A plateia entrou em êxtase instantaneamente. Pode-se dizer que tudo o que viria depois nas pistas de dança começou ali.
4. "Rock With You" (1979)
Uma das canções mais elegantes do pop dos anos 1970, "Rock With You" foi escrita por Rod Temperton — o mesmo compositor que assinou "Thriller". A música chegou ao número 1 nos EUA e, segundo relatos, era a favorita de Prince entre todas as faixas de Michael. A síntese perfeita entre disco e soul, num período em que poucos conseguiam equilibrar os dois.
5. "She's Out Of My Life" (1979)
Originalmente escrita para Frank Sinatra, a canção chegou às mãos de Michael no final das sessões de "Off the Wall". Em cada take, ele chorava ao final. Quincy Jones tomou a decisão: usou justamente o take em que as lágrimas eram audíveis. "Não conseguia terminar a música sem chorar", confessou Michael anos depois.
6. "P.Y.T. (Pretty Young Thing)" (1982)
Quincy Jones convocou James Ingram para reescrever a faixa quando a versão original foi considerada fraca demais para o álbum. Michael resistiu por achar que fugia do seu estilo. No fim, cedeu — e entregou uma das interpretações mais soltas e alegres de toda a sua carreira.
7. "Someone In The Dark" (1982)
Em 1982, antes de "Thriller" revolucionar o pop, Michael Jackson gravou "Someone In The Dark" para o álbum de histórias narradas do filme E.T. the Extra-Terrestrial, de Steven Spielberg. A gravação venceu o Grammy de Melhor Álbum Infantil, e a balada — delicada, quase sussurrada — revela uma vulnerabilidade raramente encontrada em sua discografia comercial. É uma janela direta para a profunda amizade entre Michael e Spielberg.
8. "The Lady In My Life" (1982)
A faixa que encerra o álbum "Thriller" é uma das mais íntimas já gravadas por Michael. Escrita por Rod Temperton, foi o único momento do álbum em que Quincy Jones manteve Michael no estúdio até de madrugada, pedindo repetição após repetição para obter o calor emocional que buscava.
9. "Another Part Of Me" (1987)
Antes de entrar no álbum "Bad", "Another Part Of Me" estreou num dos projetos mais grandiosos da carreira de Michael: o curta-metragem Captain EO, exibido nos parques da Disney a partir de 1986. Dirigido por Francis Ford Coppola e produzido por George Lucas, o filme 3D custou cerca de 30 milhões de dólares — uma das produções mais caras por minuto da época. A música chegou ao álbum depois de já ser conhecida pelos fãs mais dedicados.
10. "Leave Me Alone" (1987)
Lançada inicialmente apenas como lado B do single "Bad" nos EUA, "Leave Me Alone" se tornou um dos pontos altos da era. O videoclipe — uma crítica bem-humorada à imprensa sensacionalista — foi produzido anos depois do lançamento e venceu o Grammy de Melhor Videoclipe Curto em 1995.
O cinema captura momentos. A discografia captura uma vida inteira. Quais são as suas músicas favoritas e que ficaram de fora do filme "Michael"? Conte pra gente nos comentários!
Saiba mais sobre as controvérsias que cercaram a produção do filme em as 5 polêmicas da cinebiografia de Michael Jackson.
Mas 18 anos de música não cabem numa tela de cinema. Para quem saiu da sessão querendo ouvir mais, aqui estão dez faixas essenciais que revelam o que ficou fora do roteiro — em ordem cronológica, do início ao fim da fase retratada no filme que bateu todos os recordes de bilheteria do gênero.
1. "Mama's Pearl" — Jackson 5 (1971)
Lançada em janeiro de 1971, "Mama's Pearl" chegou ao número 2 nas paradas americanas — e quase ninguém se lembra. Enquanto as baladas dos Jackson 5 dominavam as conversas, esta faixa mostrava um lado funk e irrequieto do grupo que raramente entrava nos holofotes. Composta pelo coletivo interno da Motown conhecido como The Corporation, ela guarda um groove pesado que antecipa a dança que viria anos depois.
2. "Got To Be There" (1971)
Enquanto ainda era a voz principal dos Jackson 5, Michael assinou seu primeiro single solo em outubro de 1971 — com apenas 13 anos. "Got To Be There" é a prova de que a Motown já enxergava nele um artista independente antes mesmo de a pergunta ser feita publicamente. A ternura romântica da canção era totalmente diferente da energia do grupo e lançou as bases para tudo o que viria depois.
3. "Dancing Machine" — Jackson 5 (1974)
Antes do moonwalk, havia o robot. "Dancing Machine" foi a faixa que levou Michael a apresentar a dança mecanizada ao público pela primeira vez, no programa Soul Train. A plateia entrou em êxtase instantaneamente. Pode-se dizer que tudo o que viria depois nas pistas de dança começou ali.
4. "Rock With You" (1979)
Uma das canções mais elegantes do pop dos anos 1970, "Rock With You" foi escrita por Rod Temperton — o mesmo compositor que assinou "Thriller". A música chegou ao número 1 nos EUA e, segundo relatos, era a favorita de Prince entre todas as faixas de Michael. A síntese perfeita entre disco e soul, num período em que poucos conseguiam equilibrar os dois.
5. "She's Out Of My Life" (1979)
Originalmente escrita para Frank Sinatra, a canção chegou às mãos de Michael no final das sessões de "Off the Wall". Em cada take, ele chorava ao final. Quincy Jones tomou a decisão: usou justamente o take em que as lágrimas eram audíveis. "Não conseguia terminar a música sem chorar", confessou Michael anos depois.
6. "P.Y.T. (Pretty Young Thing)" (1982)
Quincy Jones convocou James Ingram para reescrever a faixa quando a versão original foi considerada fraca demais para o álbum. Michael resistiu por achar que fugia do seu estilo. No fim, cedeu — e entregou uma das interpretações mais soltas e alegres de toda a sua carreira.
7. "Someone In The Dark" (1982)
Em 1982, antes de "Thriller" revolucionar o pop, Michael Jackson gravou "Someone In The Dark" para o álbum de histórias narradas do filme E.T. the Extra-Terrestrial, de Steven Spielberg. A gravação venceu o Grammy de Melhor Álbum Infantil, e a balada — delicada, quase sussurrada — revela uma vulnerabilidade raramente encontrada em sua discografia comercial. É uma janela direta para a profunda amizade entre Michael e Spielberg.
8. "The Lady In My Life" (1982)
A faixa que encerra o álbum "Thriller" é uma das mais íntimas já gravadas por Michael. Escrita por Rod Temperton, foi o único momento do álbum em que Quincy Jones manteve Michael no estúdio até de madrugada, pedindo repetição após repetição para obter o calor emocional que buscava.
9. "Another Part Of Me" (1987)
Antes de entrar no álbum "Bad", "Another Part Of Me" estreou num dos projetos mais grandiosos da carreira de Michael: o curta-metragem Captain EO, exibido nos parques da Disney a partir de 1986. Dirigido por Francis Ford Coppola e produzido por George Lucas, o filme 3D custou cerca de 30 milhões de dólares — uma das produções mais caras por minuto da época. A música chegou ao álbum depois de já ser conhecida pelos fãs mais dedicados.
10. "Leave Me Alone" (1987)
Lançada inicialmente apenas como lado B do single "Bad" nos EUA, "Leave Me Alone" se tornou um dos pontos altos da era. O videoclipe — uma crítica bem-humorada à imprensa sensacionalista — foi produzido anos depois do lançamento e venceu o Grammy de Melhor Videoclipe Curto em 1995.
O cinema captura momentos. A discografia captura uma vida inteira. Quais são as suas músicas favoritas e que ficaram de fora do filme "Michael"? Conte pra gente nos comentários!
Saiba mais sobre as controvérsias que cercaram a produção do filme em as 5 polêmicas da cinebiografia de Michael Jackson.








