O rock internacional produziu centenas de clássicos ao longo das décadas, mas existem músicas que vão além do gênero. São faixas que transcendem o tempo, que emocionam tanto quem ouviu pela primeira vez nos anos 70 quanto quem descobriu ontem numa playlist aleatória. Reunimos quatro delas — canções que carregam uma força emocional rara e que, não por acaso, se tornaram hinos universais.

OasisWonderwall

Poucas músicas no mundo são tão instantaneamente reconhecíveis quanto "Wonderwall". Lançada em 1995 no álbum "(What's the Story) Morning Glory?", a faixa escrita por Noel Gallagher se tornou sinônimo de violão em roda de amigos. Mas por trás da melodia simples existe uma declaração de amor e proteção que segue tocando fundo em quem ouve. "Wonderwall" é daquelas músicas que todo mundo canta junto — mesmo quem jura que não gosta de Oasis.



ColdplayFix You

Se existe uma música feita para abraçar quem está passando por um momento difícil, é "Fix You". Lançada em 2005 no álbum "X&Y", a faixa começa em um sussurro de Chris Martin e vai crescendo até explodir num dos refrões mais catárticos do rock moderno. A letra fala sobre tentar consertar alguém que você ama — e aceitar que nem sempre isso é possível. Nos shows do Coldplay, quando as luzes se acendem e milhares de vozes cantam juntas, é impossível não se emocionar.



QueenBohemian Rhapsody

Seis minutos de pura ousadia. Quando Queen lançou "Bohemian Rhapsody" em 1975, ninguém sabia como classificar aquilo: era balada? Ópera? Hard rock? A resposta é: tudo isso ao mesmo tempo. Freddie Mercury criou uma obra que desafia rótulos e que, mais de 50 anos depois, continua surpreendendo novos ouvintes. O filme biográfico de 2018 apresentou a música para uma geração inteira, provando que a emoção de "Bohemian Rhapsody" não tem prazo de validade.



R.E.M.Everybody Hurts

"Everybody Hurts" é um abraço em forma de música. Lançada em 1992 no álbum "Automatic for the People", a faixa foi escrita com um propósito claro: dizer a quem está sofrendo que não está sozinho. Michael Stipe canta com uma vulnerabilidade rara no rock, e a instrumentação cresce de forma tão gradual que, quando você percebe, já está com os olhos marejados. É uma das músicas mais importantes que o R.E.M. já gravou — e uma das mais necessárias que o rock já produziu.