A Pepsi comunicou que deixará de patrocinar o Wireless Festival depois que Kanye West foi anunciado como a principal atração do evento em Londres.

Até então, o festival carregava oficialmente o nome de “Pepsi MAX Presents Wireless”.

A decisão veio em meio à repercussão negativa causada pela contratação do rapper. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer criticou a escolha, mencionando falas antissemitas anteriores e a exaltação do nazismo atribuídas ao artista.

"É profundamente preocupante que Kanye West tenha sido escalado para se apresentar no Wireless Festival, apesar de suas declarações antissemitas anteriores e da exaltação do nazismo", afirmou Starmer, em comunicado ao jornal britânico "The Sun".

"O antissemitismo, em qualquer forma, é abominável e deve ser enfrentado com firmeza onde quer que apareça. Todos têm a responsabilidade de garantir que a Grã-Bretanha seja um lugar onde as pessoas judias se sintam seguras", declarou.

A pressão também ganhou força nas redes sociais, com críticas à ligação da marca com o festival. Mesmo com a controvérsia e a saída do patrocínio, o evento segue mantendo o show de Kanye West.

No Brasil, uma apresentação do rapper prevista para novembro do ano passado, em São Paulo, acabou cancelada. O show seria no Autódromo de Interlagos, mas perdeu o local após conflitos entre a produtora Holding Entretenimento & Networking e a prefeitura.

Segundo a gestão municipal, a desistência de ceder o espaço ocorreu por causa do histórico de polêmicas envolvendo o artista.

O rapper já foi associado a declarações consideradas antissemitas e racistas, além de menções de exaltação ao nazismo.

Recentemente, Kanye West lançou seu novo álbum, "BULLY" e fez dois shows em Los Angeles para divulgar a novidade.