O nome de Jay-Z voltou a ganhar destaque nesta terça-feira (24) após o rapper estampar a capa da GQ, pela primeira vez em quase dez anos.

Na entrevista, ele comentou diversos assuntos e reservou um espaço para falar sobre a recente disputa entre Drake e Kendrick Lamar, que tomou conta do hip-hop.

Ao abordar o tema, Jay-Z afirmou que entende a importância histórica das batalhas dentro da cultura, mas ponderou que o cenário atual tem trazido efeitos colaterais que, para ele, pesam mais do que antes.

“Eu adoro a troca de farpas e a música que surge disso, mas hoje em dia vem muita coisa negativa junto que você quase deseja que isso nem acontecesse”, ele disse.

Na sequência, o rapper apontou que a postura do público tem intensificado a tensão e deslocado o foco da música para ataques pessoais.

“Hoje, as pessoas que gostam do Kendrick Lamar odeiam o Drake, não importa o que ele lance… É como um ataque ao caráter dele, e não sei se gosto disso, não sei se isso ajuda no nosso crescimento, nem onde as consequências vão parar… Isso foi longe demais".

Ainda durante a conversa, Jay-Z relacionou a própria leitura do assunto ao momento que vive na carreira e à maturidade adquirida com o tempo.

“Talvez eu tenha evoluído pra um ponto em que eu soe como aquele cara mais velho dando bronca”, disse Jay.

Ele também sugeriu outra forma de manter o aspecto competitivo do rap sem, segundo ele, “destruir tudo”: “Acho que a gente pode alcançar a mesma coisa – no sentido de trocar ataques através da música – mais por meio de colaborações do que destruindo tudo".

O rapper reforçou incômodo com a escalada do conflito, principalmente quando questões familiares entram no debate.

“Foi longe demais. Estão envolvendo os filhos das pessoas nisso. Eu não gosto disso,” ele acrescentou.

Em seguida, criticou o espaço que esse tipo de embate passa a ocupar no cenário: “Isso ocupa espaço demais, é como tentar destruir a vida das pessoas. Não sei se vale a pena a essa altura".

Para ele, a discussão chega ao ponto de colocar em dúvida se esse formato ainda é necessário: “Não sei se essas batalhas ainda precisam fazer parte da cultura".

No mesmo papo, Jay-Z também falou sobre como seu nome acabou sendo associado à rivalidade, especialmente após a escolha de Kendrick Lamar para o show do intervalo do Super Bowl de 2025.

“Eu escolhi o cara que tava tendo um ano absurdo. Acho que foi a escolha certa. Não foi tipo uma aliança na batalha,” ele disse.

E, ao rebater leituras criadas por fãs, completou: “E não só comigo – eles arrastam todo mundo pra isso, como se todo mundo fizesse parte de uma conspiração pra prejudicar o Drake. Tipo, como assim? Eu sou o Jay-Z, porra!”, completou.