O ator Cillian Murphy reuniu uma seleção de faixas para sintetizar o universo de “Peaky Blinders”, aproveitando o lançamento do filme “Peaky Blinders: O Homem Imortal”.
(Foto: Netflix/courtesy Everett Collection)
O novo longa marca o retorno do vencedor do Oscar ao papel de Thomas “Tommy” Shelby, agora deixando um exílio autoimposto para encarar seus próprios conflitos e ajudar o filho (Barry Keoghan). A produção também traz Tim Roth e Rebecca Ferguson, e estreia na Netflix no dia 20 de março, após uma passagem curta pelos cinemas.
Em um vídeo feito para o Instagram oficial da série, Murphy escolheu sete músicas associadas a temas específicos.
A primeira foi "War Pigs", do Black Sabbath, destacada por ele como uma canção ligada a Birmingham, e usada para traçar um paralelo entre duas figuras nascidas na cidade. “Acho que você poderia traçar algum paralelo entre Tommy Shelby e Ozzy Osbourne, se quisesse. Os dois são meio que rebeldes", disse ele.
Quando a proposta foi apontar “uma música da série que eu amo”, Murphy citou "You Want It Darker?", de Leonard Cohen, justificando que a faixa concentra a essência do personagem e do tom da produção.
Para “uma música para entrar no personagem”, ele escolheu "The Eraser", de Thom Yorke, afirmando que recorreu a ela durante as filmagens e destacando um verso específico: “É a atmosfera da música, mas há um verso nela que diz: ‘Quanto mais você tenta me apagar, mais eu apareço.' Isso me pareceu muito com o Tommy Shelby, como se fosse impossível se livrar dele.”
Murphy também associou "Mandinka", de Sinéad O'Connor, à personagem Polly Gray, interpretada por Helen McCrory, citando a energia da canção e a postura de rebeldia da cantora como pontos de ligação com a força da matriarca da família.
Já ao falar da presença recorrente de David Bowie na série, ele escolheu a faixa "Lazarus", lembrando que o músico apoiou o programa desde o início e relatando um contato pessoal que teve com ele.
“David Bowie foi um dos primeiros a apoiar a série de TV”, relembrou. “Ele adorou desde o começo, quando muita gente não gostava… Trabalhei com ele brevemente no ano antes de sua morte e conversamos sobre isso. Ele me disse o quanto amava a série. Eu enviei a ele o boné que uso na primeira temporada, com a lâmina dentro e tudo mais, e ele me mandou de volta uma foto usando — algo que eu guardo com muito carinho.”
Ambientado na Segunda Guerra Mundial e conectado aos traumas de Tommy após a 1ª guerra, o filme motivou Murphy a apontar uma obra que representasse esse peso, escolhendo "In The Bleak Midwinter", de Christina Rosetti, descrita por ele como sombria e marcante.
Para encerrar a lista com uma “música rebelde”, o ator indicou a versão de Lisa O'Neill para "All the Tired Horses", de Bob Dylan, explicando que a intenção original era terminar a série com a gravação original do músico.
“(O criador) Steven Knight pediu especificamente que a série terminasse com a música ‘All the Tired Horses', de Bob Dylan”, revelou. “Não conseguimos a versão do Dylan, mas isso acabou sendo uma bênção, porque conseguimos que Lisa O'Neill fizesse uma versão. É uma das versões mais marcantes que você vai ouvir.”
Ao comentar, de forma mais ampla, como a música se encaixa no clima do seriado, Murphy resumiu o critério de identificação do “espírito Peaky”: “Você simplesmente sabe quando uma música é ‘Peaky'”, disse. “Os artistas são 'outsiders'. Eles resistiram à tirania do mainstream, digamos assim.”
Veja o post:
(Foto: Netflix/courtesy Everett Collection)
O novo longa marca o retorno do vencedor do Oscar ao papel de Thomas “Tommy” Shelby, agora deixando um exílio autoimposto para encarar seus próprios conflitos e ajudar o filho (Barry Keoghan). A produção também traz Tim Roth e Rebecca Ferguson, e estreia na Netflix no dia 20 de março, após uma passagem curta pelos cinemas.
Em um vídeo feito para o Instagram oficial da série, Murphy escolheu sete músicas associadas a temas específicos.
A primeira foi "War Pigs", do Black Sabbath, destacada por ele como uma canção ligada a Birmingham, e usada para traçar um paralelo entre duas figuras nascidas na cidade. “Acho que você poderia traçar algum paralelo entre Tommy Shelby e Ozzy Osbourne, se quisesse. Os dois são meio que rebeldes", disse ele.
Quando a proposta foi apontar “uma música da série que eu amo”, Murphy citou "You Want It Darker?", de Leonard Cohen, justificando que a faixa concentra a essência do personagem e do tom da produção.
Para “uma música para entrar no personagem”, ele escolheu "The Eraser", de Thom Yorke, afirmando que recorreu a ela durante as filmagens e destacando um verso específico: “É a atmosfera da música, mas há um verso nela que diz: ‘Quanto mais você tenta me apagar, mais eu apareço.' Isso me pareceu muito com o Tommy Shelby, como se fosse impossível se livrar dele.”
Murphy também associou "Mandinka", de Sinéad O'Connor, à personagem Polly Gray, interpretada por Helen McCrory, citando a energia da canção e a postura de rebeldia da cantora como pontos de ligação com a força da matriarca da família.
Já ao falar da presença recorrente de David Bowie na série, ele escolheu a faixa "Lazarus", lembrando que o músico apoiou o programa desde o início e relatando um contato pessoal que teve com ele.
“David Bowie foi um dos primeiros a apoiar a série de TV”, relembrou. “Ele adorou desde o começo, quando muita gente não gostava… Trabalhei com ele brevemente no ano antes de sua morte e conversamos sobre isso. Ele me disse o quanto amava a série. Eu enviei a ele o boné que uso na primeira temporada, com a lâmina dentro e tudo mais, e ele me mandou de volta uma foto usando — algo que eu guardo com muito carinho.”
Ambientado na Segunda Guerra Mundial e conectado aos traumas de Tommy após a 1ª guerra, o filme motivou Murphy a apontar uma obra que representasse esse peso, escolhendo "In The Bleak Midwinter", de Christina Rosetti, descrita por ele como sombria e marcante.
Para encerrar a lista com uma “música rebelde”, o ator indicou a versão de Lisa O'Neill para "All the Tired Horses", de Bob Dylan, explicando que a intenção original era terminar a série com a gravação original do músico.
“(O criador) Steven Knight pediu especificamente que a série terminasse com a música ‘All the Tired Horses', de Bob Dylan”, revelou. “Não conseguimos a versão do Dylan, mas isso acabou sendo uma bênção, porque conseguimos que Lisa O'Neill fizesse uma versão. É uma das versões mais marcantes que você vai ouvir.”
Ao comentar, de forma mais ampla, como a música se encaixa no clima do seriado, Murphy resumiu o critério de identificação do “espírito Peaky”: “Você simplesmente sabe quando uma música é ‘Peaky'”, disse. “Os artistas são 'outsiders'. Eles resistiram à tirania do mainstream, digamos assim.”
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