O My Chemical Romance trouxe a nostalgia dos anos 2000 de volta aos palcos do Allianz Parque, em São Paulo, ao encerrar a turnê The Black Parade 2026 no Brasil, nesta sexta-feira (6).
(Foto: Fernando Schlaepfer @anendfor)
A banda liderada por Gerard Way apresentou um setlist de 24 músicas, mantendo o formato dos dois shows anteriores, que divide o espetáculo em dois atos: "The Black Parade" e "My Chemical Romance". A estrutura fez o público cantar em coro os grandes sucessos e confirmou que o emo rock não foi apenas uma fase. Muito pelo contrário, atravessou gerações e conquistou também fãs que provavelmente nem eram nascidos quando o grupo lançou seu álbum de estreia, em 2002.
A noite começou com o The Hives, que subiu ao palco às 19h20 levando seu rock de garagem a uma plateia ainda pouco familiarizada com o som dos suecos, mas que rapidamente se rendeu à energia caótica da banda, especialmente em hits como "Hate To Say I Told You So" e "Tick Tick Boom. Carismático, o frontman Pelle Almqvist falou exclusivamente em português com os “paulistas”, como se referiu ao público, e avisou: “não há silêncio no show do The Hives”, colocando todo mundo para dançar.
Em seguida, foi a vez do My Chemical Romance assumir o palco para sua segunda noite como headliner no Allianz Parque. De volta à capital paulista após 18 anos — como lembrou Gerard Way —, a plateia revelou um encontro entre gerações X, millennials e a geração Z, evidenciando o caráter atemporal do som da banda.
O clima teatral e dramático, marca registrada do grupo, se instaurou logo na abertura com "The End." e "Dead!", seguidas por "This Is How I Disappear" e "The Sharpest Lives".
Esse não é um show feito para agradar a todos, nem precisa ser. O espetáculo do My Chemical Romance mostra que a entrega, conexão emocional e abertura para o exagero teatral sempre foi parte essencial da identidade da banda. Quem não se identifica com esse tipo de sonoridade intensa, estética dramática e narrativa performática provavelmente não encontrará ali seu lugar, mas para os fãs, cada ato, gesto, frase e nota fazem parte de uma experiência difícil de ser traduzida. E, pelo que vimos, o Allianz Parque estava formado justamente por esse público, indenpendente da idade.
Um dos momentos mais aguardados da noite veio com "Welcome To The Black Parade", faixa que sintetiza a atmosfera conceitual e a grandiosidade de uma verdadeira rock opera. Se o público já cantava a plenos pulmões, ali o coro atingiu outro patamar.
A balada "I Don't Love You" veio na sequência, emendada pela energia punk de "House Of Wolves". O tom dramático voltou com "Cancer", que narra os relatos de um paciente em estado terminal e, metaforicamente, traduz a experiência sufocante e pessoal da depressão, seguida por "Mama", faixa que explora culpa e guerra, com Gerard Way mostrando que, aos 48 anos, mantém uma performance intensa e expressiva como nunca.
Contrariando o título, "Sleep" elevou ainda mais o clima, preparando o terreno para o hit "Teenagers" e para a emocionante "Disenchanted", cantada em uníssono pela plateia.
Em determinado momento, o vocalista brincou com os novos fãs e com aqueles que chegaram à banda após uma fase indie, usando um tom irônico frequentemente associado ao próprio rótulo do emo rock. O momento de exaltação, enfim, parecia ter chegado.
O primeiro ato se encerrou em grande estilo com a produção monumental de "Famous Last Words", que tomou o palco com chamas reais e foi emendada por uma reprise de "Welcome To The Black Parade" e "The End.".
A segunda parte do show, frequentemente alterada pela banda, teve início com "Our Lady Of Sorrows" e "Bury Me In Black".
Sem perder o fôlego, o MCR engatou uma sequência de hits com "Na Na Na", "Sing", "Helena", "Planetary (go!)", um pedido especial do guitarrista Ray Toro, e "To The End".
O encerramento ficou por conta da pesada "Destroya", seguida pelo coro massivo em "I'm Not Okay (I Promise)", e, pela primeira vez fechando um show, "The Foundations of Decay", provando que a banda vive um momento de plena maturidade artística, entregando um espetáculo digno dos grandes clássicos do rock após mais de 20 anos de carreira. É, durmam com essa, millennials.
SETLIST
The Hives
1. "Enough Is Enough"
2. "Walk Idiot Walk"
3. "Rigor Mortis Radio"
4. "Paint a Picture"
5. "Bogus Operandi"
6. "Hate To Say I Told You So"
7. "Countdown To Shutdown"
8. "Legalize Living"
9. "Come On!"
10. "Tick Tick Boom"
11. "The Hives Forever Forever The Hives"
My Chemical Romance
The Black Parade
1. "The End."
2. "Dead!"
3. "This Is How I Disappear"
4. "The Sharpest Lives"
5. "Welcome To The Black Parade"
6. "I Don't Love You"
7. "House Of Wolves"
8. "Cancer"
9. "Mama"
10. "Sleep"
11. "Teenagers"
12. "Disenchanted"
13. "Famous Last Words" (com reprise “Welcome To The Black Parade”)
14. "The End." (reprise)
My Chemical Romance
15. "Our Lady Of Sorrows"
16. "Bury Me In Black"
17. "Na Na Na"
18. "Sing"
19. "Helena"
20. "Planetary (go!)"
21. "To The End"
22. "Destroya"
23. "I'm Not Okay (I Promise)"
24. "The Foundations of Decay"
(Foto: Fernando Schlaepfer @anendfor)
A banda liderada por Gerard Way apresentou um setlist de 24 músicas, mantendo o formato dos dois shows anteriores, que divide o espetáculo em dois atos: "The Black Parade" e "My Chemical Romance". A estrutura fez o público cantar em coro os grandes sucessos e confirmou que o emo rock não foi apenas uma fase. Muito pelo contrário, atravessou gerações e conquistou também fãs que provavelmente nem eram nascidos quando o grupo lançou seu álbum de estreia, em 2002.
A noite começou com o The Hives, que subiu ao palco às 19h20 levando seu rock de garagem a uma plateia ainda pouco familiarizada com o som dos suecos, mas que rapidamente se rendeu à energia caótica da banda, especialmente em hits como "Hate To Say I Told You So" e "Tick Tick Boom. Carismático, o frontman Pelle Almqvist falou exclusivamente em português com os “paulistas”, como se referiu ao público, e avisou: “não há silêncio no show do The Hives”, colocando todo mundo para dançar.
Em seguida, foi a vez do My Chemical Romance assumir o palco para sua segunda noite como headliner no Allianz Parque. De volta à capital paulista após 18 anos — como lembrou Gerard Way —, a plateia revelou um encontro entre gerações X, millennials e a geração Z, evidenciando o caráter atemporal do som da banda.
O clima teatral e dramático, marca registrada do grupo, se instaurou logo na abertura com "The End." e "Dead!", seguidas por "This Is How I Disappear" e "The Sharpest Lives".
Esse não é um show feito para agradar a todos, nem precisa ser. O espetáculo do My Chemical Romance mostra que a entrega, conexão emocional e abertura para o exagero teatral sempre foi parte essencial da identidade da banda. Quem não se identifica com esse tipo de sonoridade intensa, estética dramática e narrativa performática provavelmente não encontrará ali seu lugar, mas para os fãs, cada ato, gesto, frase e nota fazem parte de uma experiência difícil de ser traduzida. E, pelo que vimos, o Allianz Parque estava formado justamente por esse público, indenpendente da idade.
Um dos momentos mais aguardados da noite veio com "Welcome To The Black Parade", faixa que sintetiza a atmosfera conceitual e a grandiosidade de uma verdadeira rock opera. Se o público já cantava a plenos pulmões, ali o coro atingiu outro patamar.
A balada "I Don't Love You" veio na sequência, emendada pela energia punk de "House Of Wolves". O tom dramático voltou com "Cancer", que narra os relatos de um paciente em estado terminal e, metaforicamente, traduz a experiência sufocante e pessoal da depressão, seguida por "Mama", faixa que explora culpa e guerra, com Gerard Way mostrando que, aos 48 anos, mantém uma performance intensa e expressiva como nunca.
Contrariando o título, "Sleep" elevou ainda mais o clima, preparando o terreno para o hit "Teenagers" e para a emocionante "Disenchanted", cantada em uníssono pela plateia.
Em determinado momento, o vocalista brincou com os novos fãs e com aqueles que chegaram à banda após uma fase indie, usando um tom irônico frequentemente associado ao próprio rótulo do emo rock. O momento de exaltação, enfim, parecia ter chegado.
O primeiro ato se encerrou em grande estilo com a produção monumental de "Famous Last Words", que tomou o palco com chamas reais e foi emendada por uma reprise de "Welcome To The Black Parade" e "The End.".
A segunda parte do show, frequentemente alterada pela banda, teve início com "Our Lady Of Sorrows" e "Bury Me In Black".
Sem perder o fôlego, o MCR engatou uma sequência de hits com "Na Na Na", "Sing", "Helena", "Planetary (go!)", um pedido especial do guitarrista Ray Toro, e "To The End".
O encerramento ficou por conta da pesada "Destroya", seguida pelo coro massivo em "I'm Not Okay (I Promise)", e, pela primeira vez fechando um show, "The Foundations of Decay", provando que a banda vive um momento de plena maturidade artística, entregando um espetáculo digno dos grandes clássicos do rock após mais de 20 anos de carreira. É, durmam com essa, millennials.
SETLIST
The Hives
1. "Enough Is Enough"
2. "Walk Idiot Walk"
3. "Rigor Mortis Radio"
4. "Paint a Picture"
5. "Bogus Operandi"
6. "Hate To Say I Told You So"
7. "Countdown To Shutdown"
8. "Legalize Living"
9. "Come On!"
10. "Tick Tick Boom"
11. "The Hives Forever Forever The Hives"
My Chemical Romance
The Black Parade
1. "The End."
2. "Dead!"
3. "This Is How I Disappear"
4. "The Sharpest Lives"
5. "Welcome To The Black Parade"
6. "I Don't Love You"
7. "House Of Wolves"
8. "Cancer"
9. "Mama"
10. "Sleep"
11. "Teenagers"
12. "Disenchanted"
13. "Famous Last Words" (com reprise “Welcome To The Black Parade”)
14. "The End." (reprise)
My Chemical Romance
15. "Our Lady Of Sorrows"
16. "Bury Me In Black"
17. "Na Na Na"
18. "Sing"
19. "Helena"
20. "Planetary (go!)"
21. "To The End"
22. "Destroya"
23. "I'm Not Okay (I Promise)"
24. "The Foundations of Decay"








