Senhores Críticos deixai-me Passar sem pego Que um matuta sertanejo Traz uns ?versin? pra cantar Eu sou da terra Onde a cauã é cantora Sou do meu nordeste Tenho razão de cantar
(refrão) Entre garranchos e espinhos Vive o povo do sertão Dorme em banco ou no chão Mais se tem bom Coração
Não sou Cecília Meireles Nem Carlos Drumont De Andrade Não espere obra prima Dum sertanejo plebeu Eles cantam a riqueza Os bosques a natureza Eu canto a roça a cabana Conto o sertão que é meu (Entre garranchos e espinhos...)
Contudo peço licença Ao majestoso Recinto Pra dizer tudo que eu sinto A respeito da cidade São retalhos diferentes Bordados de toda cor Violência, violência Não se fala de amor (Entre garranchos e espinhos...)
Ofereço os meus versos Rudes e brejeiros Pra Chegarem a academia Ou mesmo no estrangeiro Não preciso de cadeira Pode ser mesmo um banquinho Pra sertaneja que viveu Entre garranchos e espinhos
Compositor: MarivaldaPublicado em 2009 (21/Out) e lançado em 2009 (22/Nov)ECAD verificado fonograma #1604003 em 01/Abr/2024