Um galpão velho assombrado, pra contar histórias E pra ter memória, dos antepassados Que cevaram mates, pelas invernias Nas tardes mais frias, de inverno no pago
Dizer que hay fantasmas, de gaúchos paysanos Fulanos, ciclanos de alma lavada Legendas antigas, parceiros da morte Que na tava botam, de sorte clavada
Essas milongas pampeanas,que sonam aos quatro ventos Vão ficar de documento, da história do nosso estado É um palanque bem cravado, no próprio solo pampeano Pra deixar de ano após ano, atada a história do pago
Um galpão bueno e mais nada, pra milonguear pensamentos Ouvindo o choro do vento, e o relincho da potrada Uma guitarra afinada, e um mate cara alegre É assim que a vida segue, no galpão minha morada.
Compositor: Leonardo Quadros de Medeiros (Leonardo Quadros) (ABRAMUS)Publicado em 2018 (21/Dez) e lançado em 2009 (01/Set)ECAD verificado obra #3234780 e fonograma #18244989 em 17/Jun/2024