Ele, um jogador Que apostou tudo no amor, Acabou em um sallon Ao som de John Coltrane. Ela, cartomante, Com pinta de farsante, Pede outra dose E brinda a má sorte.
Enquanto ele embaralha As cartas no balcão, Ela faz leituras De mãos no saguão. Os dois nem imaginam O que o futuro lhes reserva: O mago, o enforcado, a morte e o ermitão.
Cartas na mesa, Rodada de fullhand, Mesa virada, Fichas no chão. O barman vai ao banheiro, O caixa fica aberto, Some o dinheiro, E a leitora de mãos.
Pelas portas do fundo Eles dão no pé, Ela foge do barman, E ele de apostadores.
A luz ilumina Um mocassim elegante, Dois tiros no jogador, Três na cartomante.