Hoje o céu não estava em forma Estava triste e turvo E como sou eu que me educo Fiquei em riste e confuso Nenhum ouvido heróico ouviu os meus gritos Lá do rio Quase me afoguei Meu antebraço é pueril
O lábaro estava desprovido de estrelas Os raios deste sol não estavam fúlgidos No futuro eu não vejo uma gota de grandeza Me dê um pão Uma água Um afago Um sussurro
Sou o marginal do ipiranga Deitado em berço esplêndido no meio do mundo Jogado em um campo que não tem mais flores Ao som do mar à luz de um céu imundo
Paguei a liberdade com minha alma em penhor Não sou senhor feudal Nem sou vassalo do senhor Tenho medo do colosso da injustiça dessa terra Tenho receio do teu seio A esperança é o que me resta
Os covardes da pátria amada me tornaram desigual No meio desta selva Sou um simples animal Nenhum filho deste solo quis comigo ser gentil Não me deram identidade Eu não sei quem me pariu
Sou o marginal do ipiranga Deitado em berço esplêndido no meio do mundo Jogado em um campo que não tem mais flores Ao som do mar à luz de um céu imundo
Compositores: Marcelo de Mendonca Vasconcelos (John Mendonca) (UBC), Thiago Orlando B. de Barros (Thiago Barros)Publicado em 2013 (26/Ago) e lançado em 2013 (30/Set)ECAD verificado obra #16666101 e fonograma #3490331 em 28/Mai/2024