Eu sei que fui água do balde Que você jogou fora E que escoei pelo ralo Indo assim embora
Penetrando no vil submundo De tantos dejetos humanos Sarjeta onde agora padeço Com meus desenganos
Mas a vida um dia, eu sei Me fará desaguar No curso de um rio Num lago Ou mesmo no mar
E na presença do sol Verei brilhar a esperança Sendo erguido aos céus Até a nuvem branca
Quando findar a estiagem Pretendo voltar Fertilizando algum campo Fazendo o amor brotar
E caso isso aconteça Guardo um ardente desejo Ter destino diferente Das águas de despejo
Compositor: Fernando Pellon de Miranda (Fernando Pellon) (AMAR)Publicado em 2011 (04/Fev) e lançado em 2011 (03/Jan)ECAD verificado obra #4882427 e fonograma #1881593 em 08/Abr/2024