Os passarinhos cantam revoando o terreiro, escalando o limoeiro da horta dos fundos As galinhas ciscando o pátio varrido de eum milho esquecido que estava sobrando O sol embaçado blaceia a saudade do fogo que arde à xaleira que chia A tarde é curiosa, um cachorro que late, me aflora, me indaga, na hora do mate A tarde é curiosa, um cachorro que late, me aflora, me indaga, na hora do mate O mate que me ensinaste, assim, na conha da mão, dói no meu coração em cada hora que faço, como um ato banal pra ti, não queria ter aprendido, preferia o meu mate amargo, sem graça e entupido; a cuia bordada atento e a bomba é a mesma também,se procurar ainda tem o digital dos teus dedos, só falta é repor a erva pra não matear mais sozinho, e chiando, a xaleira chora a falta dos teus carinhos.
Compositor: Enio Pereira de Medeiros (Enio Medeiros) (UBC)Editor: Terra Sul (SOCINPRO)Publicado em 2005 (20/Jan) e lançado em 2005 (30/Mar)ECAD verificado obra #2417347 e fonograma #859792 em 10/Abr/2024