Angela Maria

O Bonde

Angela Maria

A Grande Mentira


O bonde que passava na rua onde eu morava
Passando foi levando, um tempo que passou
O bonde tão saudoso, de tantos estribilhos
É hoje uma saudade que andava sobre os trilhos
O bonde que transportava madame perfumada
E a pobre lavadeira ao seu lado sentava
Doutores, operários e colegiais
Pequenos jornaleiros que vendiam seus jornais
Dim - dim - dim - dim - dim - dim
Dim - dim - dim - dim - dim - dim

O bonde transportava o povo que cantava
Canções de Lamartine, de Ary e de Noel
Eu guardo na lembrança aqueles carnavais
Que foram com o bonde e não voltam nunca mais
O condutor do bonde, seguro ao balaustre
Amarrotava o terno do passageiro ilustre
E aquele? faz favoire? em voz tão cordial
Dizia que ele era nosso irmão de Portugal
Dim - dim - dim - dim - dim - dim
Dim - dim - dim - dim - dim - dim

Casais de namorados, no banco lá de trás
Sonhavam no seu mundo de amor e paz
O povo reclamava e havia confusão
Se a Light aumentava a passagem num tostão
O bonde mais? granfino? metido a bonde nobre
Cruzava com? taióba? que era o primo pobre
O bonde é uma história, um tempo que passou
O bonde foi passando, o bonde acabou
Dim - dim - dim - dim - dim - dim
Dim - dim - dim - dim - dim - dim

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